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Desafios para a descontaminação do solo contaminado em Fukushima.

12 maio
Desafios para a concretização: Plantação de brocolines (Brassica rapa var. nippo-oleifera) para a descontaminação do solo que foi contaminado com material radioativo.

Ministério da Agricultura iniciou a pesquisa sobre a plantação de brocolines (Brassica rapa var. nippo-oleifera) – legume da família brassicae, para a descontaminação do solo contaminado com material radioativo.
Brassica rapa var. nippo-oleifera
Já foram iniciados os trabalhos preparativos para a aplicação no Japão, de um projeto de plantio de brocolines que vem sendo executado a alguns anos no Distrito de Narodich que fica na região norte da Ucrânia (então parte da União Soviética), para a descontaminação do solo contaminado no desastre nuclear de Chernobyl.

O Misnistério da Agricultura enviou um grupo de funcionários para a Ucrânia para coletar dados relacionados a obsorção de materiais radioativos (radioatividade) pelos brocolines. Porém já são visíveis os desafios na aplicação do projeto nas áreas atingidas pelo desastre nuclear da Usina Daiichi de Fukushima.

O Vice-Ministro da Agricultura, Takashi Shinohara, que havia visitado o Distrito de Narodich, onde estão sendo realizados os experimentos de descontaminação do solo através do plantio de brocolines, revelou que: “Lá existem uma pilha de dados. Os pesquisadores japoneses irão estudar os resultados dos Institutos de Pesquisa local, para efetuar pesquisa de acordo com a situação do Japão”.

Narodich fica a 70 Km ao leste da Central nuclear de Chernobyl, e mesmo agora, após terem passado 25 anos do desastre ocorrido em 1986, ainda são proibidos o plantio de culturas alimentares em 95% da área do Distrito.

O experimento de descontaminação vem sendo executado desde o ano de 2007, pela NPO (organização sem fins lucrativos)[Assitência a Chernobyl / Chubu] de Nagóia em cooperação conjunta com Universidade local.

Os vegetais absorvem o Potássio dissolvido na umidade do solo durante o crescimento. E dentre os vegetais, a quantidade de absorção do Potássio pelos brocolines e girassóis é grande. Este experimento focaliza o fato da natureza química do Potássio e Césio serem parecidos e aproveitou esta semelhança, fazendo a brocoline absorver o Césio radioativo, que é confundido com o Potássio.

No experimento, as sementes colhidas são transformadas em biodiesel, o bagaço e as folhas em biogás que são purificados. Não foram detectados materiais radioativos de ambos.

Além disso, no 1º ano foram plantados brocolines, no 2º ano foram cultivados o centeio e no 3º ano foram cultivados o trigo sarraceno (soba), nos quais o material radioativo contido na colheita diminuiu até menos que a metade em 3 anos, comparados aos que foram produzidos em solos intocados após a contaminação. Como o material radioativo contido no solo se infiltra ao longo do tempo, será repetido o ciclo do plantio, plantando novamente os brocolines no 4º ano.

Quando se repetem o plantio dos brocolines e o trigo sarraceno todos os anos no mesmo solo, ocorre a [falha de replantio] causando deficiência de crescimento. O Diretor da NPO, Masaharu Kawada, tem a espectativa de que “O nível de contaminação diminuirá gradualmente ao cultivar alternadamente os brocolines e o trigo. Possiblitará uma nova agricultura evitando a falha de replantio, além de possibilitar o uso do trigo como ração para os animais domésticos” .

Porém há desafios como a manipulação dos bagaços dos caules, folhas e sementes, que mesmo transformados em biogás, saem águas residuais contendo material radioativo. O experimento de adsorção de águas residuais em adsorventes para tornar a contaminação radioativa em baixo nível, foi bem sucedido, no entanto ainda não chegou ao ponto de serem aplicados na prática.

Além disso, como as condições de contaminação difere do Japão, não se sabe se serão obtidos resultados semelhantes. A dose de radiação na superfície do solo da plantação de brocolines em Narodich é de 0,6 a 1,0 microsievert/h. O Diretor Kawada acha que em Fukushima há áreas contaminadas acima deste nível.

Por outro lado, tem-se a espectativa de que, comparados à Narodich onde o material radioativo já está infiltrado numa profundidade de 20 a 40cm sendo difícil disolver em água, em Fukushima onde o desastre nuclear ainda é recente, os materiais radioativos estão concentrados na superfície podendo ser facilmente absorvido pelas plantas.

O Diretor aponta que “Será necessária medidas minunciosas e adequadas de acordo com o grau de contaminação”. E comentou, que depois disso, “Para plantar os brocolines de fato, as medidas de manipulação dos caules e folhas têm que ser definido. Mas de qualquer forma, é melhor absorver os materiais radioativos o mais rápido possível, antes que se infiltrem profundamente”.

O Ministério da Agricultira “Considera como uma das opções” (Ministro Michihiko Shikano) e estão apressando a coleta de dados.

Fonte : SANKEI DIGITAL INC. 03/05/2011 22:09hs


Num futuro próximo, veremos vastas plantações de brocolines e as suas flores amarelas fazendo contraste com o céu azul lindo de Fukushima…

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Publicado por em 12/05/2011 em Diversos

 

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